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terça-feira, 28 de maio de 2013

o tamanho do teu nome

Quando a luz rompe depois de uma noite escura, a cidade renasce e o teu nome surge timidamente nos cantos do meu dia. Aos poucos vou recuperando letra a letra, até chegar ao tamanho do teu nome. É longo o caminho que separa um A de um S e é também longa a distância que percorro até unir as vogais com as consoantes. Somos registos de um ditado, pronuncia elaborada, frase complexa com verbo terno e infinito. Somos sujeito e predicado e nestas junções silábicas inundamos os conceitos de prosa e de muita poesia.O teu nome surge na alvorada quando desperto para a tua ausência e entao percebo que sem o teu nome completo sou frase extinta de um latim caducado e língua morta sem expressão. Que sejas sempre o tamanho do teu nome!
M.


segunda-feira, 9 de abril de 2012

FIDELIO

Sempre que acordo depois de um sono mais inquietante, apareces-me nos pensamentos. Vejo-te sempre, ou quase sempre, à janela de um quarto de hotel, nua, de costas para mim e a olhar para a rua.


O teu olhar parece trespassar a vidraça para poisar sobre um circulo de nuvens. São sempre as mesmas nuvens estas, de cor laranja, densas e flutuantes, sem mais nenhum ponto de cor ou outra aparência, apenas nuvens que, ao invés de serem brancas, são laranja, ou salmão (talvez).


Depois surge um pássaro estranho, temeroso, diria, com umas asas enormes e recortadas, de crista levantada e que te transporta qual Pegasus. Talvez neste sonho eu te confundisse com Belerofonte, filho de Poseidon e dono do cavalo com asas.


Depois, bem depois, vejo-te a partir ao som de Corciolli, levando entre as mãos o teu som FIDELIO...


M.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

scriptorium

Temos aqui um espaço onde a imaginação das palavras e o suspiro das letras compõem sussurros inaudíveis que só tu e eu conseguimos ouvir. A criação ondulante da escrita. O scriptorium perfeito para se lançar o que de mais sentido existe em nós. O amor. As saudades do corpo. A vaidade do par perfeito. O orgulho do teu ser.

A prima scripta. . .

M.