terça-feira, 20 de dezembro de 2011

É tempo de Natal

Mais um Natal onde tudo acontece e eu longe de ti.
Mais um Natal vestido de vermelho e dourado e eu longe de ti.

Se as chamas da tua lareira puderem voar, encaminha-as num sopro até mim,
nao porque esteja frio, mas porque tremo ausencia de ti...

M.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Que tempo será

Tempo.
Que tempo será?
Suspiro,
Batimento,
Estímulo,
Registo.
Acto ou efeito.
Acção, Reacção.
Não importa onde.
Não importa quando.
Não importa como.
Importa, em que tempo.
Entre a busca da partilha,
entre o consenso da semelhança,
entre o conflito da existência.
Que tempo será?

B.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

a escurecer

Aqui o dia caiu e a noite ocupou-lhe o sentido da vida.
Aqui é mais um dia longe de ti, sem grande sentido para a minha vida.
Ás vezes é dificil entender o que quer a vida de nós.
Não sei se hei-de esconder a tristeza de uma lágrima, se a ruga de um sorriso desmaiado.
Sei que te tenho longe de mim e que o vazio preenche esta casa e estes corredores.
Sou contigo!
                                                                                                                                                  Sou em ti!
                                              Sou a escurecer...

M.

domingo, 27 de novembro de 2011

Vazio

Este vazio, que me envolve e me devora.
Gostava de conseguir preencher o vazio que sinto com o teu aroma, com a tua presença, com o teu suspiro.
Sabes,
Fazes com que fique assim...sem o tudo (que és tu),
quando partes levas-me para o nada.
Que vazio este que absorve o meu palpitar,
só este meu desejo intenso e infinito,
é capaz de me resgatar em tua direcção...
A m o r, vem vem. Sim.
Vem para aqui agora.

B.

sábado, 8 de outubro de 2011

Não gosto dos sábados sem ti...

Lá fora, o tempo vai passando
ao toque do sino.
No alto da serra, as nuvens brincam.
E tu?
Onde andas que não te vejo?
Sinto-te nas palavras que vagueiam nos meu pensamentos.
Mas, procuro-te aqui, aqui ao meu lado...
Não te vejo, pois...não te vejo.
Sabes?
Não gosto dos sábados sem ti...


B.

sábado, 3 de setembro de 2011

no meu peito faltas tu

Hoje que é sabado, julgava-te aqui. E porque é sabado é dia de ti. Já que nos outros dias faltam-me as tuas palavras no meu peito. Dentro de mim. Hoje que é sábado, precisava que o relógio parasse dentro de mim. Porque quando estás dentro de mim, todo o universo pára. E hoje, queria-te aqui, bem dentro de mim. E o meu peito está vazio, sem cheiros a guardá-lo ou a alimentá-lo, como queiras.
Hoje que é sábado, julguei acordar contigo. Mas hoje que é sábado, aposto que acordei em ti!
Hoje que é sábado, no meu peito faltas tu...

M.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

do essencial

E o essencial nao são os agrafos que me espetam a pele e o coração e me ferem a essência. O essencial és tu e o que sinto por ti, numa comoção intensa e perfeita, pincelada pelos teus sorrisos amplos e rasgados  e as tuas gargalhadas francas e sonoras que me arrepiam e me contagiam.

E o essencial são os momentos sempre perfeitos que passo ao teu lado, a sentir o cheiro do teu madrugar e o calor do teu corpo a despertar. O essencial é o abraço perfeito que damos em uníssono com um "bom dia, amor!". E o essencial é ter-te descoberto, naquela rua estreita que um dia tornou-se em Gran-Via, porque, no recolher do dia, ainda consegui acertar os meus passos e acompanhar o teu caminhar.

E o essencial é que o caminho, este nosso longo e eterno caminho, faz-se assim, passo a passo, ao teu lado, andando!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Couraça da Indiferença Vs Couraça da Evidência

Sim...de facto esta divergência linguística ou provocação amorosa terá em breve acções e actos dignos de poemas, fotografias inspiradoras ou até mesmo contos tórridos.
Contudo, tenho que admitir que muito embora estas expressões possam parecer antagónicas, elas são de facto muito mais próximas e complementares.
Passo a expor a minha teoria baseada em pressupostos:
  • Pressuposto 1.º: Tudo o que existe para além de ti, à tua volta, à minha volta é-me indiferente;
  • Pressuposto 2.º: É por demais evidente a importância que tens para mim;
  • Pressuposto 3.º: É de salutar que o NADA e o TUDO do quotidiano resvala a minha indiferença quando não estou ao teu lado;
  • Pressuposto 4.º: A evidência que te amo é clarividente;
  • Pressuposto 5.º: Portanto a evidência é claro quanto à minha indiferença para qualquer ruído ou distracção.
FAce ao exposto ainda bem que existem provocações mutuas, que as mesmas dão frutos, que contínuamos inspiradas e principalmente as evidências de romance são explicitas, bem como as escassas indiferenças relativamente a Ti.
Amo-te... ou se preferires:
QUERO SER INDIFERENTE AO MUNDO JÁ QUE A EVIDÊNCIA ÉS TU!!!


B.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Para sempre

Para sempre jurei-te amor eterno. Para sempre quero que o meu mundo se funda no teu, e que os dois sigam envoltos em sonhos de algodão doce. Para sempre quero contruir uma casa  de madeira bem perto das núvens e do sol e que sirva de embalo aos nossos anseios e à nossa vida. Para sempre quero amparar-me no teu braço, ainda que a outra mão se apoie na bengala milord e passear descansadamente pelas boulevards deste Mundo repleto de afectos, repleto de palavras!

M.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

E Tu

Em todo o tempo buscas a minha essência,
Em todo o espaço me tens.
Roubas o meu sentir.
Permaneces em mim,
Sinto-te até quando olho a noite
E deambulo pelo sono.
Procuro-te para te ver.
Que luz irradias,
Que me cega de desejo
O meu corpo existe no teu
Como se a tua ondulação
Me ancorasse à tua presença
Nesta margem quimera
Envolvo-te nos meus braços
E Tu…
Em todo o tempo buscas a minha essência,
Em todo o espaço me tens.


B.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Começo

Começo como terminei! E terminei a amar-te com todas as forças que emanam das minhas entranhas, como se o coração fosse um órgão viscoso e peganhento, que se cola ao teu e os pulmões fossem siameses do teu nome.
Começo sentindo o teu cheiro na alvorada dos dias que me aconchegam. E termino nos teus braços fortes onde o embalo dos teus sussurros me fazem sentir que é assim que quero continuar, entre o piscar cintilante das noites e o sorriso matreiro dos dias.

A
   M
      O - T E

M.