sábado, 24 de dezembro de 2016
quinta-feira, 10 de novembro de 2016
quinta-feira, 3 de novembro de 2016
Música e Piano(s)
Yundi - Chopin Prelude no.15 ‘Raindrop’, op.28
Peter Broderick - Eyes Closed and Traveling
B.
O Eremita Viajante (Matsuo Bashô)
o coração viajante não se enraíza
antes quer ser
braseira ambulante in "O Eremita Viajante", de Matsuo Bashô
B.
segunda-feira, 10 de outubro de 2016
Si.lên.cio
| Movimento interno sobre si| nota musical de omissão sonora| razão secreta | um eu em cessação de ruído audível | correspondência telepática | punição | não mencionar palavra | pensamento espacial | tempo | quietude metafórica | não conheço o odor | não conheço o toque | não conheço a forma | não conheço o sabor | não conheço o som | ainda melhor...| às vezes, contigo, preferia não conhecê-lo em qualquer dos sentidos | Pausa | no rapto das palavras, às vezes mais forte e intenso que elas | entre o profundo e o superficial | entre o complexo e o sem significado | silentium |
B.
B.
sábado, 24 de setembro de 2016
E...Música...
Jóhann Jóhannsson - A Sparrow Alighted Upon Our Shoulder
B.
segunda-feira, 12 de setembro de 2016
As Coisas Transitórias (Rabindranath Tagore)
"Irmão,
nada é eterno, nada sobrevive.
Recorda isto, e alegra-te.
A nossa vida
não é só a carga dos anos.
A nossa vereda
não é só o caminho interminável.
Nenhum poeta tem o dever
de cantar a antiga canção.
A flor murcha e morre;
mas aquele que a leva
não deve chorá-la sempre...
Irmão, recorda isto, e alegra-te.
Chegará um silêncio absoluto,
e, então, a música será perfeita.
A vida inclinar-se-á ao poente
para afogar-se em sombras doiradas.
O amor há-de ser chamado do seu jogo
para beber o sofrimento
e subir ao céu das lágrimas ...
Irmão, recorda isto, e alegra-te.
Apanhemos, no ar, as nossas flores,
não no-las arrebate o vento que passa.
Arde-nos o sangue e brilham nossos olhos
roubando beijos que murchariam
se os esquecêssemos.
É ânsia a nossa vida
e força o nosso desejo,
porque o tempo toca a finados.
Irmão, recorda isto, e alegra-te.
Não podemos, num momento, abraçar as coisas,
parti-las e atirá-las ao chão.
Passam rápidas as horas,
com os sonhos debaixo do manto.
A vida, infindável para o trabalho
e para o fastio,
dá-nos apenas um dia para o amor.
Irmão, recorda isto, e alegra-te.
Sabe-nos bem a beleza
porque a sua dança volúvel
é o ritmo das nossas vidas.
Gostamos da sabedoria
porque não temos sempre de a acabar.
No eterno tudo está feito e concluído,
mas as flores da ilusão terrena
são eternamente frescas,
por causa da morte.
Irmão, recorda isto, e alegra-te." Rabindranath Tagore, in O Coração da Primavera
B.
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