quinta-feira, 9 de maio de 2013

Maria

Sendo eu uma apaixonada pela poesia portuguesa, resolvi adquirir um exemplar da "Poesia reunida" de Maria do Rosário Pedreira. Nunca tinha lido nada desta escritora. E confesso-me apaixonada pelas suas palavras!

O livro não é facil, e a sua poesia martela de forma profunda em temas que são inevitáveis de contornar - o amor, ou melhor o "desamor", as ausências, a morte e as partidas; A casa vazia, desprovida de luz e o silêncio ensurdecedor que invade e engole o soluço. Vale a pena espreitar!

Para quem nada conhece de Maria do Rosário Pedreira, aqui fica um dos meus poemas preferidos:

Não tenho planos, nem promessas, nem
filhos que nos convidem para almoços
de domingo - a minha ideia de família
resume-se a um retrato velho preso numa
gaveta; e o amor possível sei tão-só

o que li nos romances que me salvaram
da desordem quando o meu tempo
andava de ferida em cicatriz. Mas guardo
ainda muitos por estrear para essa estante

que ergueste no corredor como uma casa
nova. E trago portas abertas no coração:

se ainda não sabias, és muito bem-vindo.





M.

terça-feira, 7 de maio de 2013

É um facto...

...(ainda bem que me conheces muito bem e que a cada dia que passa, mais me descobres)

Começo a perder a minha capacidade de resistência e paciência e um dia destes... um dia destes... em breve muito em breve...vou correr ao som da música que me dá coragem e energia para ficar para sempre ao teu lado, Amor... sim quero estar e permanecer sempre ao teu lado.
Obrigada pela presença constante, mesmo que fisicamente ausente sinto-te com todos os meus sentidos.
Ainda bem que o tempo está a chegar... Não poderias ter escolhido música mais adequada a este momento.

Beijo(S)


                                                     sabes...



ADORO SER CONTIGO!


p.s Posso encomendar-te o meu rapto?

p.s2 Imagina tu são 4.34 e estou com energia adicional, I'm dancing... Dance with me?





B.




segunda-feira, 6 de maio de 2013

sábado, 4 de maio de 2013

ausência assanhada

Há certas ausências, a tua, em especial que me destroem aos poucos e transformam a candura da minha vida numa presente amargura.

Quero com isto dizer que ainda que o dia estivesse quente e o vento não soprasse, os instantes que hoje vivi, poderiam ter sido diferentes, mais coloridos e com mais sorrisos.

Vivo emoldurada entre o espaço de mar e o naco de terra, sem perspectivas de partilhar a vida a teu lado. Esta ausência assanhada que insiste em corroer-me, limita-me os meus voos rasantes sobre aquilo que quero ser contigo, a teu lado!

Por isso hoje fui colher flores para estar mais perto de ti...

M.

Não Posso Adiar o Amor (António Ramos Rosa)



Não posso adiar o amor para outro século 
não posso
ainda que o grito sufoque na garganta 
ainda que o ódio estale e crepite e arda 
sob as montanhas cinzentas 
e montanhas cinzentas

Não posso adiar este braço
que é uma arma de dois gumes
amor e ódio

Não posso adiar
ainda que a noite pese séculos sobre as costas 
e a aurora indecisa demore 
não posso adiar para outro século a minha vida 
nem o meu amor 
nem o meu grito de libertação

Não posso adiar o coração. António Ramos Rosa


B.

domingo, 28 de abril de 2013