Mais um abalar entre sorrisos desfeitos e corações feitos à distância. Mais uma viagem com um destino de costas viradas. O rio que nasce naquela tua serra e vem parar a este meu mar. Também estes em viagem, entre encontros e desencontros...
Até quando as viagens de vai-vem? até quando o meu e o teu acenar?
Até quando entristecer?
M.
domingo, 4 de novembro de 2012
domingo, 28 de outubro de 2012
Folhas de Outono
As cores de Outono denunciam o calor dos amantes. São quentes, fazem corar e afagam a nossa alma.
Ainda hoje as senti bem cá dentro, quando passeava a teu lado. Faltou a mão na mão ou o braço na cintura, mas as cores e o teu sorriso logo fizeram esquecer esse corpo a corpo que é só nosso.
Gosto de descobrir contigo os sons da natureza. Gosto da forma como atentas aos movimentos dos seres que te desafiam os sentidos, que te despertam os sorrisos e que te fazem um ser ainda maior.
Gosto de ti! GOSTO MUITO DE TI!!
M.

Gosto de descobrir contigo os sons da natureza. Gosto da forma como atentas aos movimentos dos seres que te desafiam os sentidos, que te despertam os sorrisos e que te fazem um ser ainda maior.
Gosto de ti! GOSTO MUITO DE TI!!

Uma manhã ao teu lado, no bosque da cidade
Hoje o acordar teve mais som e brilho,
No calor do sonho, senti o teu respirar.
Os dias, na sua efemeridade e rapidez,
tal e qual como o pica-pau que vimos no seu buraco de árvore
são sempre mais coloridos, quando a distância que nos separa, é a de um beijo.
Anda vem comigo...
No bosque, no meio da cidade
escutas o murmúrio das árvores,
sentes a melodia do deslizar de cada folha,
e a dança do melro debaixo do castanheiro.
As cores de outono perfumam o nosso olhar,
e tu perdes-te no medronheiro. Estás corada sabias?
A alegria de partilhar o espaço, torna ainda mais real o habitar.
A conversa propaga-se e atmosféricamente
as palavras encontram palavras,
os amigos escutam e falam.
É uma manhã ao teu lado.
B.
No calor do sonho, senti o teu respirar.
Os dias, na sua efemeridade e rapidez,
tal e qual como o pica-pau que vimos no seu buraco de árvore
são sempre mais coloridos, quando a distância que nos separa, é a de um beijo.
Anda vem comigo...
No bosque, no meio da cidade
escutas o murmúrio das árvores,
sentes a melodia do deslizar de cada folha,
e a dança do melro debaixo do castanheiro.
As cores de outono perfumam o nosso olhar,
e tu perdes-te no medronheiro. Estás corada sabias?
A alegria de partilhar o espaço, torna ainda mais real o habitar.
A conversa propaga-se e atmosféricamente
as palavras encontram palavras,
os amigos escutam e falam.
É uma manhã ao teu lado.
B.
História do Sábio Fechado na sua biblioteca
" Era uma vez um velho sábio que tinha lido todos os livros e sabia tudo. Nada do que existia, e mesmo do que não existia, tinha para si segredos."
in Manuel António Pina
in Manuel António Pina
sábado, 20 de outubro de 2012
Manuel António Pina (1943-2012)
Completas
A meu favor tenho o teu olhar
testemunhando por mim
perante juízes terríveis:
a morte, os amigos, os inimigos.
E aqueles que me assaltam
à noite na solidão do quarto
refugiam-se em fundos sítios dentro de mim
quando de manhã o teu olhar ilumina o quarto.
Protege-me com ele, com o teu olhar,
dos demónios da noite e das aflições do dia,
fala em voz alta, não deixes que adormeça,
afasta de mim o pecado da infelicidade.
in “Algo Parecido Com Isto, da Mesma Substância”
B.
A meu favor tenho o teu olhar
testemunhando por mim
perante juízes terríveis:
a morte, os amigos, os inimigos.
E aqueles que me assaltam
à noite na solidão do quarto
refugiam-se em fundos sítios dentro de mim
quando de manhã o teu olhar ilumina o quarto.
Protege-me com ele, com o teu olhar,
dos demónios da noite e das aflições do dia,
fala em voz alta, não deixes que adormeça,
afasta de mim o pecado da infelicidade.
in “Algo Parecido Com Isto, da Mesma Substância”
B.
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
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