Sempre que acordo depois de um sono mais inquietante, apareces-me nos pensamentos. Vejo-te sempre, ou quase sempre, à janela de um quarto de hotel, nua, de costas para mim e a olhar para a rua.
O teu olhar parece trespassar a vidraça para poisar sobre um circulo de nuvens. São sempre as mesmas nuvens estas, de cor laranja, densas e flutuantes, sem mais nenhum ponto de cor ou outra aparência, apenas nuvens que, ao invés de serem brancas, são laranja, ou salmão (talvez).
Depois surge um pássaro estranho, temeroso, diria, com umas asas enormes e recortadas, de crista levantada e que te transporta qual Pegasus. Talvez neste sonho eu te confundisse com Belerofonte, filho de Poseidon e dono do cavalo com asas.
Depois, bem depois, vejo-te a partir ao som de Corciolli, levando entre as mãos o teu som FIDELIO...
M.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
terça-feira, 6 de março de 2012
Algures junto à nuvem caracol
Sempre que a distância aumenta,
Perco-me no diluvio dos pensamentos.
Como posso permanecer neste vazio?
Ao longo das longas caminhadas de palavras
Julgo-me capaz de reconhecer o vulto da tua presença
É certo que permaneces no meu pensamento,
e continuas responsável pelos batimentos cardíacos.
Como será a vida amanhã,
Que dia corro junto a ti,
A que horas me encontro fugindo da música que me acorda?
E tu que passas aqui, porque não falas com estas palavras marcadas pelas teclas
É bom ter amigos,
É bom caminhar, mas o percurso que leva ao amor não pode parar.
Estou a dormitar
Porém, luto com a vontade de te ter ao meu lado,
Agora vou
Mas estarei sempre por aí, longe, ou por aqui ao meu lado junto a ti.
Perco-me no diluvio dos pensamentos.
Como posso permanecer neste vazio?
Ao longo das longas caminhadas de palavras
Julgo-me capaz de reconhecer o vulto da tua presença
É certo que permaneces no meu pensamento,
e continuas responsável pelos batimentos cardíacos.
Como será a vida amanhã,
Que dia corro junto a ti,
A que horas me encontro fugindo da música que me acorda?
E tu que passas aqui, porque não falas com estas palavras marcadas pelas teclas
É bom ter amigos,
É bom caminhar, mas o percurso que leva ao amor não pode parar.
Estou a dormitar
Porém, luto com a vontade de te ter ao meu lado,
Agora vou
Mas estarei sempre por aí, longe, ou por aqui ao meu lado junto a ti.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
de profundis
A simbologia de uma palavra trespassa muito além do que pensamos ditar ou dizer, ou até pensar, soletrar, imaginar, idealizar, mas a palavra, esse conjunto de sons, ditongos, silabas, letras, invade e penetra de forma de profundis, em cada uma de nós.
Não consigo imaginar a minha vida sem ti!
Não consigo imaginar as tuas palavras longe de mim!
Não consigo soletrar a palavra A-M-O-R de uma outra forma, senão dirigida a ti
E hoje queria-te aqui, mais que nunca.
Sabes, é importante a presença, nunca a reminiscência do que podíamos ter sido. A harmonia da relação está no estar, não no sonhar, ainda que a força de um sonho possa comandar esta nossa vida.
E a beleza de um olhar vale a importância de um estar!
HOJE, MAIS DO QUE NUNCA, QUERIA-TE AQUI. . .
M.
Não consigo imaginar a minha vida sem ti!
Não consigo imaginar as tuas palavras longe de mim!
Não consigo soletrar a palavra A-M-O-R de uma outra forma, senão dirigida a ti
E hoje queria-te aqui, mais que nunca.
Sabes, é importante a presença, nunca a reminiscência do que podíamos ter sido. A harmonia da relação está no estar, não no sonhar, ainda que a força de um sonho possa comandar esta nossa vida.
E a beleza de um olhar vale a importância de um estar!
HOJE, MAIS DO QUE NUNCA, QUERIA-TE AQUI. . .
M.
À descoberta do Amor
Numa certa manhã, ou numa certa tarde, junto à maré, à margem de um rio, no cume de uma montanha, o nós se descobrisse.
Sempre que o encontro faz eco e se projecta num qualquer espaço, num qualquer tempo, o rumo das vidas entra numa viagem labiríntica, secreta e apaixonada, com segredos, amor, percursos, ritmos, sinfonias, sombras, romance, personagens, palavras duras e fortes, com tramas e estórias de encantar. Cada passada é engalanada pela alma, o pensamento e o coração.
Lá longe na cidade, ou ali no lugar nesta modéstia de pensar, perdem-se defeitos para nos conquistar.
Nos baús do passado, emprestamos quadros ou fotografias caminhando para a perfeição, desafiando enigmas, querendo mais presença, partilha e sentidos.
Levas as minhas coisas?
Na beleza deslumbrante da nossa inspiração, o acaso ou ocaso perdura na recordação da evidência de estar neste aqui, que também é teu.
O sol nasce em cada manhã, não permaneçam nunca prisioneiros em si, absorve a natureza e o que há de bom nos vizinhos.
Sem medo vamos percorrer a vida, acreditando no nosso amor inequívoco sem receio de preconceito ou cega convicção.
Amanhã, sim amanhã é um outro dia, novas opiniões se cruzarão e a maioria das pessoas de certo terá reflectido sobre a simplicidade e sobre o que verdadeira mente importa, ele mesmo.
É como se de um verdadeiro fenómeno se tratasse, só encontramos quem de facto parece dispor tempo para o invisível e essencial, para o amor.
B.
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
É tempo de Natal
Mais um Natal onde tudo acontece e eu longe de ti.
Mais um Natal vestido de vermelho e dourado e eu longe de ti.
Se as chamas da tua lareira puderem voar, encaminha-as num sopro até mim,
nao porque esteja frio, mas porque tremo ausencia de ti...
M.
Mais um Natal vestido de vermelho e dourado e eu longe de ti.
Se as chamas da tua lareira puderem voar, encaminha-as num sopro até mim,
nao porque esteja frio, mas porque tremo ausencia de ti...
M.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Que tempo será
Tempo.
Que tempo será?
Suspiro,
Batimento,
Estímulo,
Registo.
Acto ou efeito.
Acção, Reacção.
Não importa onde.
Não importa quando.
Não importa como.
Importa, em que tempo.
Entre a busca da partilha,
entre o consenso da semelhança,
entre o conflito da existência.
Que tempo será?
B.
Que tempo será?
Suspiro,
Batimento,
Estímulo,
Registo.
Acto ou efeito.
Acção, Reacção.
Não importa onde.
Não importa quando.
Não importa como.
Importa, em que tempo.
Entre a busca da partilha,
entre o consenso da semelhança,
entre o conflito da existência.
Que tempo será?
B.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
a escurecer
Aqui o dia caiu e a noite ocupou-lhe o sentido da vida.
Aqui é mais um dia longe de ti, sem grande sentido para a minha vida.
Aqui é mais um dia longe de ti, sem grande sentido para a minha vida.
Ás vezes é dificil entender o que quer a vida de nós.
Não sei se hei-de esconder a tristeza de uma lágrima, se a ruga de um sorriso desmaiado.
Sei que te tenho longe de mim e que o vazio preenche esta casa e estes corredores.
Sou contigo!
Sou em ti!
Sou a escurecer...
M.
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