sábado, 8 de outubro de 2011

Não gosto dos sábados sem ti...

Lá fora, o tempo vai passando
ao toque do sino.
No alto da serra, as nuvens brincam.
E tu?
Onde andas que não te vejo?
Sinto-te nas palavras que vagueiam nos meu pensamentos.
Mas, procuro-te aqui, aqui ao meu lado...
Não te vejo, pois...não te vejo.
Sabes?
Não gosto dos sábados sem ti...


B.

sábado, 3 de setembro de 2011

no meu peito faltas tu

Hoje que é sabado, julgava-te aqui. E porque é sabado é dia de ti. Já que nos outros dias faltam-me as tuas palavras no meu peito. Dentro de mim. Hoje que é sábado, precisava que o relógio parasse dentro de mim. Porque quando estás dentro de mim, todo o universo pára. E hoje, queria-te aqui, bem dentro de mim. E o meu peito está vazio, sem cheiros a guardá-lo ou a alimentá-lo, como queiras.
Hoje que é sábado, julguei acordar contigo. Mas hoje que é sábado, aposto que acordei em ti!
Hoje que é sábado, no meu peito faltas tu...

M.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

do essencial

E o essencial nao são os agrafos que me espetam a pele e o coração e me ferem a essência. O essencial és tu e o que sinto por ti, numa comoção intensa e perfeita, pincelada pelos teus sorrisos amplos e rasgados  e as tuas gargalhadas francas e sonoras que me arrepiam e me contagiam.

E o essencial são os momentos sempre perfeitos que passo ao teu lado, a sentir o cheiro do teu madrugar e o calor do teu corpo a despertar. O essencial é o abraço perfeito que damos em uníssono com um "bom dia, amor!". E o essencial é ter-te descoberto, naquela rua estreita que um dia tornou-se em Gran-Via, porque, no recolher do dia, ainda consegui acertar os meus passos e acompanhar o teu caminhar.

E o essencial é que o caminho, este nosso longo e eterno caminho, faz-se assim, passo a passo, ao teu lado, andando!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Couraça da Indiferença Vs Couraça da Evidência

Sim...de facto esta divergência linguística ou provocação amorosa terá em breve acções e actos dignos de poemas, fotografias inspiradoras ou até mesmo contos tórridos.
Contudo, tenho que admitir que muito embora estas expressões possam parecer antagónicas, elas são de facto muito mais próximas e complementares.
Passo a expor a minha teoria baseada em pressupostos:
  • Pressuposto 1.º: Tudo o que existe para além de ti, à tua volta, à minha volta é-me indiferente;
  • Pressuposto 2.º: É por demais evidente a importância que tens para mim;
  • Pressuposto 3.º: É de salutar que o NADA e o TUDO do quotidiano resvala a minha indiferença quando não estou ao teu lado;
  • Pressuposto 4.º: A evidência que te amo é clarividente;
  • Pressuposto 5.º: Portanto a evidência é claro quanto à minha indiferença para qualquer ruído ou distracção.
FAce ao exposto ainda bem que existem provocações mutuas, que as mesmas dão frutos, que contínuamos inspiradas e principalmente as evidências de romance são explicitas, bem como as escassas indiferenças relativamente a Ti.
Amo-te... ou se preferires:
QUERO SER INDIFERENTE AO MUNDO JÁ QUE A EVIDÊNCIA ÉS TU!!!


B.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Para sempre

Para sempre jurei-te amor eterno. Para sempre quero que o meu mundo se funda no teu, e que os dois sigam envoltos em sonhos de algodão doce. Para sempre quero contruir uma casa  de madeira bem perto das núvens e do sol e que sirva de embalo aos nossos anseios e à nossa vida. Para sempre quero amparar-me no teu braço, ainda que a outra mão se apoie na bengala milord e passear descansadamente pelas boulevards deste Mundo repleto de afectos, repleto de palavras!

M.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

E Tu

Em todo o tempo buscas a minha essência,
Em todo o espaço me tens.
Roubas o meu sentir.
Permaneces em mim,
Sinto-te até quando olho a noite
E deambulo pelo sono.
Procuro-te para te ver.
Que luz irradias,
Que me cega de desejo
O meu corpo existe no teu
Como se a tua ondulação
Me ancorasse à tua presença
Nesta margem quimera
Envolvo-te nos meus braços
E Tu…
Em todo o tempo buscas a minha essência,
Em todo o espaço me tens.


B.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Começo

Começo como terminei! E terminei a amar-te com todas as forças que emanam das minhas entranhas, como se o coração fosse um órgão viscoso e peganhento, que se cola ao teu e os pulmões fossem siameses do teu nome.
Começo sentindo o teu cheiro na alvorada dos dias que me aconchegam. E termino nos teus braços fortes onde o embalo dos teus sussurros me fazem sentir que é assim que quero continuar, entre o piscar cintilante das noites e o sorriso matreiro dos dias.

A
   M
      O - T E

M.