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terça-feira, 13 de agosto de 2013

Palavras recordação

dos tempos em que o meu tempo dava para brincar com as palavras e com o palco...
saudades...
em breve...muito breve vou regressar.

P.s. Amor, acho que ainda não te tinha lido estas ao ouvido

In da distância I (2008)
presenciar o corpo, medir o seu peso, a sua cruz. isolar o corpo, procurar a função e o rito. motivar o corpo, quebrar a distância ao pensamento. marcar o corpo, negociar limites. tocar o corpo, descobrir o corpo partilhado

In da distância II (2008)
E no outro dia vi-te/ Aqui, neste sítio, lembras-te?/ Sim/ Pergunto-te, conheces?/ Levo-te dentro de mim, mesmo sem te segredar./ O teu sorriso no meu olhar./ Sonho contigo, afinal./ Passamos os dias com os passos subtis./ Aqui vejo-te, mas perco-te logo./ Sabes/ Insisto/ Mas não... não é agora/ Amanhã?/ Talvez/ Procuramo-nos/ E cruzamos o tempo lado a lado hoje/ Acaba tudo agora/ Não te vejo/ Amanhã/ Mas vou acabar por começar, afinal/ Ligo-te amanhã/ A tua viagem/ Sim começou/ Falo/ Ouve/ Este plano agora é nosso/ Vamos/ Lado a lado com a distância/ E no outro dia vi-te/ Aqui, neste sítio, lembras-te?/

http://porassimdizer.bandcamp.com/album/isto-n-o-aqui


B.

(...)





B.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

A Verdadeira História da Alice (Rita Taborda Duarte)

"Todas, mesmo quase todas, as pessoas pequenas quando crescem se transformam em pessoas grandes. As mãos tornam-se compridas — e são capazes de um adeus que se distingue à distância; os dedos longos, e às vezes tão longos que quando apontam ficam para lá da vista, perto de tocarem o que querem apontar. As pernas são quase pontes sem água, arcos enormes por onde se passa; e entre cada passo que dão, cabem vinte ou trinta mais pequenos, ou então uma corrida de lebre em disparada. Os olhos deixam de ser de ver ao perto, e por isso não conseguem reparar, mesmo que queiram, nos olhos das formigas, que são de um verde-escuro, quase terra; deixam de conseguir ver os homenzinhos de sombra que entram à noitinha pela janela, e nos passeiam pelo quarto fora. E mesmo quando os apontamos com os nossos dedos pequenos de tocar as coisas próximas, dizem, rindo com a certeza dos olhos de ver ao longe, que não se trata de homenzinhos a sério, mas da sombra sem forma dos candeeiros que iluminam a noite lá fora.
Todas, quase todas, as pessoas pequenas quando crescem se transformam em pessoas grandes e só muito poucas se tornam grandes pessoas. Como a Alice. Mas, antes de ser uma grande pes soa grande, Alice já fora uma grande pequena pessoa. Por isso, quando cresceu continuou a ver os olhos verde-escuros quase terra das formigas. A diferença é que agora os via com os seus olhos grandes de grande pessoa que também conseguia distinguir a pupila azul-celeste-quase-céu nos mesmos olhos verde-escuro-quase-terra das formigas. E os seus dedos ficaram tão compridos que tornavam perto as coisas que estavam muito longe. E muitas vezes se via a Alice ir buscar uma gota de céu às nuvens e um fósforo de luz ao Sol..." Rita Taborda Duarte, A Verdadeira História da Alice



B.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Há factos nem sempre (Ir)reais...

"Ser amigo é…
Sentirmo-nos iguais ainda que sejamos diferentes.
Não darmos importância à nossa aparência.
Apoiarmo-nos nos tempos difíceis..." Arianna Papini in Ser Amigo (Editora Kalandraka)



Enfim, talvez um dia perceba (alg)uns comportamentos ou (ab)usos.
Amor, ajuda-me a ver a cena com os outros olhos, porque de facto, há factos que jamais deveriam ser reais. Apesar da minha (gigante e galáctica) paciência, julgo que esta cena e decisão egoísta a roçar uma "artistete" do Sr. A. me vai provocar uma tempestade de palavras! Estou tentada, confesso.
No entanto, temos sempre que ver o lado positivo deste tipo de comportamentos, acabei de ter 2 ideias para um novo projecto.
Enfim, ainda bem que há factos que passam a reais e me fazem esquecer certos Sr.s.
Enfim... Já agora deixo-te amor e deixo-vos uma colecção de flores para colorir/perfumar a noite!
Ana Ventura

Ana Ventura

Klimt















B.


terça-feira, 7 de maio de 2013

É um facto...

...(ainda bem que me conheces muito bem e que a cada dia que passa, mais me descobres)

Começo a perder a minha capacidade de resistência e paciência e um dia destes... um dia destes... em breve muito em breve...vou correr ao som da música que me dá coragem e energia para ficar para sempre ao teu lado, Amor... sim quero estar e permanecer sempre ao teu lado.
Obrigada pela presença constante, mesmo que fisicamente ausente sinto-te com todos os meus sentidos.
Ainda bem que o tempo está a chegar... Não poderias ter escolhido música mais adequada a este momento.

Beijo(S)


                                                     sabes...



ADORO SER CONTIGO!


p.s Posso encomendar-te o meu rapto?

p.s2 Imagina tu são 4.34 e estou com energia adicional, I'm dancing... Dance with me?





B.




sexta-feira, 12 de abril de 2013

Saudade (Clarice Lispector)



"Saudade é um pouco como fome.
Só passa quando se come a presença.
Mas às vezes a saudade é tão profunda que
a presença é pouco: quer-se absorver a outra pessoa toda.
Essa vontade de um ser o outro para uma unificação inteira é um dos sentimentos mais urgentes que se tem na vida."








B.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

(Vi)age(M) - parte 1

O sono interrompido pela fresta atrevida e luminosa da janela/o suspiro enquanto os corpos se fundem de prazer/o calor presente/odores vespertinos/ os pés/as passadas no chão flutuante/abres a torneira/sentidos perfumados enquanto a tristeza se apodera de nós/a procura canina de brincadeira com a ternura da sua paciência/calço-me, finalmente/a mesa/ a janela aberta para os sons da pequena floresta de eucaliptos que te avizinha diariamente/os vossos passos na rua a fugir à pressa da partida/ o saco já espera à porta/ o abraço furtivo/ o teu olhar depois da minha saída/ o elevador chegou e entro sem olhar para trás/caminho em direcção/a chuva disfarça a lágrima corajosa que fugiu/entro no carro e olho-te na janela dentro de casa/sigo/no carro o som da chuva não esconde o vibrar das tuas palavras ao meu ouvido/ pelo telefone/falamos no início da viagem/sigo/agora longe vou contar-te o que Vi/age sempre em busca do amor m/ o cinzento do dia completa o quadro de nuvens num céu pouco azul/na estrada fixo algo mas o olhar liberta-se/um bando de corvos marinhos atravessa o canal que alimenta os arrozais junto à fábrica branca abandonada/os barcos ali parados algures no rio/os campos perdem água/estão lavrados, já/verdes e coloridos pela realeza cinzenta das garças/uma aqui, outra a 20 metros de bico elevado como que a terminar o banquete matinal/mais uma, e outra e outra e olha outra/que bela manhã para observar aves/mas começo a afastar-me da brisa marítima/o cheiro a sal foge/ uma rapina espera no poste de madeira junto à comporta do canal/a casa abandonada/uma mulher de negro encostada á parede a olhar o pequeno cão castanho/um carro de mala aberta ao lado/o homem que segura a cana de pesca/mais gente de mota, no caminho de terra, se aproxima com canas/desvio o olhar para a minha esquerda/uma cegonha fez-me rodar a cabeça, ela plana e por fim pousa sobre o solo do arrozal/três cavalos, um branco, um pequeno e castanho e outro russo estáticos apreciam a queda suave das gotas de chuva, junto às ruínas do antigo armazém que sucumbiu ao tempo e às intempéries/ou então sorriem para a coragem de dois primos equídeos que permanecem em campo aberto, indiferentes, a pastar/garças boieiras, garças brancas, gaivotas, mais duas rapinas que sobrevoam a auto estrada/Greg Laswell, Other Lives, Birdy, Wild Beasts, Paper Lions, The XX, Ludovico Einaudi e a tua voz povoam-me até aqui/contínua a viagem/os campos já ficaram para trás, como tu/perco-te e ganho estas imagens de aves e árvores/ sim a árvore grande junto ao rochedo contínua com o olhar vincado no horizonte/os pinheiros ladeiam-na, mais a baixo eucaliptos, eucaliptos, eucaliptos/onde estão as árvores/campos cultivados e algumas casas/ há rochas ali/ o céu ficou mais azul/ carros/carros/carros/ começo a afastar-me do Mondego/sei que amo a minha serra, mas a coragem de lutar pela ausência de ti, começa a fazer-me mal/achas que a Primavera está a chegar?/em breve partirei da minha montanha/voltarei de férias para procurar os meus cheiros, os meus lugares, as histórias dos meus avós/passo junto ao rio que alimenta a cidade dos estudantes/as escadas do fado são para todos os seres/olho estas margens e as grandes árvores soldado que as protegem/ambas tristes e assustadas pelo sofrimento das lampreias, também elas em luta, mas de sobrevivência/em frente já vejo as montanhas/olho a serra rodeada de guardas nuvem/vejo aqui pinhal/ali o pinhal de outrora/os moinhos em cima da montanha/dizem adeus ou abraçam à chegada/as mimosas estão floridas/carros que partem e chegam aos destinos.(Parte 1)

p.s Fecha os olhos e escuta-me ao teu ouvido. No gira-discos  já é Primavera com Einaudi. Beijo.



B.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Foto(grafia)

máquinas/máquinas/máquinas/a caixa negra/folha de papel/reflexos de um ser/alma roubada/viagem marcada/lembrança/a escrita na imagem/películas/a caixa negra/a luz do olhar/luz/luz/luz/percorrer/vibrar/recordação/a voz/sem som/a caixa negra/milímetro/buraco/presença/presença/presença/criação/
interpretação/palcos/retratos/sorrisos guardados/dias no coração/arte real/estilo/filtro/a tua revelação/imagem/noite/dia/lomo/grafia/rolo/polaroid/a raiz/foto.
Foto(grafia)...









B.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

(Si)(lên)(Cio)

Perfeita escuridão/ mergulho profundo na essência da memória/ partir pelo horizonte/ olhos abertos/ nunca deixar de fazer/ multidão/ ficar/ as outras direcções/ pensar no que não vês/ cair e aprender a rir/ a luz de todos nós/ amanhã onde vamos/ o real e ilusório/ em quem confiar/ o bicho ao teu lado/ etiqueta no teu ombro/ agendar o que se vai tentar/ porquê porquê/ o nexo/ o problema do ouvido/ julgo que li o bilhete do bolso/ o capricho possível/ mais uma vez/ onde subitamente nos encontramos/ na noite a revolução/ os nomes/ nas ruas do corpo/ sem antes ou depois/









B.

domingo, 28 de outubro de 2012

História do Sábio Fechado na sua biblioteca

" Era uma vez um velho sábio que tinha lido todos os livros e sabia tudo. Nada do que existia, e mesmo do que não existia, tinha para si segredos."

in Manuel António Pina

sábado, 20 de outubro de 2012

Manuel António Pina (1943-2012)

Completas

A meu favor tenho o teu olhar
testemunhando por mim
perante juízes terríveis:
a morte, os amigos, os inimigos.

E aqueles que me assaltam
à noite na solidão do quarto
refugiam-se em fundos sítios dentro de mim
quando de manhã o teu olhar ilumina o quarto.

Protege-me com ele, com o teu olhar,
dos demónios da noite e das aflições do dia,
fala em voz alta, não deixes que adormeça,
afasta de mim o pecado da infelicidade.

in “Algo Parecido Com Isto, da Mesma Substância”



B.

terça-feira, 6 de março de 2012

Algures junto à nuvem caracol

Sempre que a distância aumenta,
Perco-me no diluvio dos pensamentos.
Como posso permanecer neste vazio?
Ao longo das longas caminhadas de palavras
Julgo-me capaz de reconhecer o vulto da tua presença
É certo que permaneces no meu pensamento,
e continuas responsável pelos batimentos cardíacos.
Como será a vida amanhã,
Que dia corro junto a ti,
A que horas me encontro fugindo da música que me acorda?
E tu que passas aqui, porque não falas com estas palavras marcadas pelas teclas
É bom ter amigos,
É bom caminhar, mas o percurso que leva ao amor não pode parar.
Estou a dormitar
Porém, luto com a vontade de te ter ao meu lado,
Agora vou
Mas estarei sempre por aí, longe, ou por aqui ao meu lado junto a ti.
 

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

À descoberta do Amor


Se uma qualquer história inesquecível, sobre os segredos do coração, se transformasse em realidade dos pensamentos, de que falaríamos?
Numa certa manhã, ou numa certa tarde, junto à maré, à margem de um rio, no cume de uma montanha, o nós se descobrisse.
Sempre que o encontro faz eco e se projecta num qualquer espaço, num qualquer tempo, o rumo das vidas entra numa viagem labiríntica, secreta e apaixonada, com segredos, amor, percursos, ritmos, sinfonias, sombras, romance, personagens, palavras duras e fortes, com tramas e estórias de encantar. Cada passada é engalanada pela alma, o pensamento e o coração.
Lá longe na cidade, ou ali no lugar nesta modéstia de pensar, perdem-se defeitos para nos conquistar.
Nos baús do passado, emprestamos  quadros ou fotografias caminhando para a perfeição, desafiando enigmas, querendo mais presença, partilha e sentidos.
Levas as minhas coisas?
Na beleza deslumbrante da nossa inspiração, o acaso ou ocaso perdura na recordação da evidência de estar neste aqui, que também é teu.
O sol nasce em cada manhã, não permaneçam nunca prisioneiros em si, absorve a natureza e o que há de bom nos vizinhos.
Sem medo vamos percorrer a vida, acreditando no nosso amor inequívoco sem receio de preconceito ou cega convicção.
Amanhã, sim amanhã é um outro dia, novas opiniões se cruzarão e a maioria das pessoas de certo terá reflectido sobre a simplicidade e sobre o que verdadeira mente importa, ele mesmo.
É como se de um verdadeiro fenómeno se tratasse, só encontramos quem de facto parece dispor tempo para o invisível e essencial, para o amor.


B.

sábado, 3 de setembro de 2011

no meu peito faltas tu

Hoje que é sabado, julgava-te aqui. E porque é sabado é dia de ti. Já que nos outros dias faltam-me as tuas palavras no meu peito. Dentro de mim. Hoje que é sábado, precisava que o relógio parasse dentro de mim. Porque quando estás dentro de mim, todo o universo pára. E hoje, queria-te aqui, bem dentro de mim. E o meu peito está vazio, sem cheiros a guardá-lo ou a alimentá-lo, como queiras.
Hoje que é sábado, julguei acordar contigo. Mas hoje que é sábado, aposto que acordei em ti!
Hoje que é sábado, no meu peito faltas tu...

M.